Homem da Lei

Um lugar onde eu iria comentar sobre Direito, isto é, onde eu poderia falar o que penso sobre o tema, sem me preocupar com interrupções. "Seja bem vindo à este pedaço levemente egoísta da rede". Assim terminava a descrição, mas agora virou bagunça.

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Local: Micronesia

30.5.10

Mexida

Editei alguns bosts antigos, para dar uma desidentificada.
Agora que mudei de tom, não fica bem entregar o ouro ao bandido tão facilmente.
Antes era muito fácil descobrir quem eu sou.

Mais uma frase para não esquecer:
Se a mulher que está comigo merece apanhar, eu é que não mereço estar com ela. Nunca fiz nada tão errado para ser assim punido.

Coisas com F que eu não gosto

Café fraco e sexo frio.
Ainda bem que só sofro de café fraco.

28.5.10

frase para não esquecer

Sexo e humor só ferem a dignidade humana quando são bem feitos.
 

Credo

Coisa de doido.
Só lembrei desse buraco quando quis fazer um novo.
Acho que ao invés de criar outro, vou escrever as barbaridades aqui mesmo.
Vai ficar engraçado.
Uma das coisas que ia ter no outro blog era a descrição do autor: "eu sou o cara para quem a sua mulher queria estar dando nesse momento".
Seria bem ofensivo e legal.


Quando eu tiver coragem, escrevo o porque do sumiço tão longo.

27.5.08

crimes militares

Aê, té que enfim!!!
vamos conversar sobre o crime militar.
A grande questão a respeito da definição do que é crime militar e do que é crime comum, isto é, a razão deste ponto levantar tanta polêmica é a existência de duas justiças diferenciadas, a justiça comum e a justiça militar.
Ainda que seja meio óbvio, é bom ressaltar que a justiça militar, e a legislação militar, não são exatamente conhecidas por sua benevolência, muito embora tenham institutos mais avançados que o CP/84, como o estado de necessidade excludente de culpabilidade (art. 39), além do estado de necessidade exculpante. O estado de necessidade excludente de culpabilidade admite o sacrifício de um bem jurídico de valor superior ao protegido, desde que seja razoável não exigir conduta diversa.
A relação entre os crimes comuns e os crimes militares pode ser apontada como sendo de especialidade, isto é, havendo a tipificação do mesmo crime no como crime comum e no código penal militar e estando a conduta prevista em alguma das hipóteses do artigo 9º do Código Penal militar, militar o crime será.
Os crimes militares são divididos entre crimes militares proprios (os que só existem no CPM) e impróprios (os que existem no CP e no CPM).
Vamos, então, ao artigo 9º, que é a chave da divisão.


Art. 9º Consideram-se crimes militares, em tempo de paz:
I - os crimes de que trata êste Código, quando definidos de modo diverso na lei penal comum, ou nela não previstos, qualquer que seja o agente, salvo disposição especial;
II - os crimes previstos neste Código, embora também o sejam com igual definição na lei penal comum, quando praticados:
a) por militar em situação de atividade ou assemelhado, contra militar na mesma situação ou assemelhado;
b) por militar em situação de atividade ou assemelhado, em lugar sujeito à administração militar, contra militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil;
c) por militar em serviço ou atuando em razão da função, em comissão de natureza militar, ou em formatura, ainda que fora do lugar sujeito à administração militar contra militar da reserva, ou reformado, ou civil; (Redação dada pela Lei nº 9.299, de 8.8.1996)
d) por militar durante o período de manobras ou exercício, contra militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil;
e) por militar em situação de atividade, ou assemelhado, contra o patrimônio sob a administração militar, ou a ordem administrativa militar;
f) por militar em situação de atividade ou assemelhado que, embora não estando em serviço, use armamento de propriedade militar ou qualquer material bélico, sob guarda, fiscalização ou administração militar, para a prática de ato ilegal;
f) revogada. (Vide Lei nº 9.299, de 8.8.1996)
III - os crimes praticados por militar da reserva, ou reformado, ou por civil, contra as instituições militares, considerando-se como tais não só os compreendidos no inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos:
a) contra o patrimônio sob a administração militar, ou contra a ordem administrativa militar;
b) em lugar sujeito à administração militar contra militar em situação de atividade ou assemelhado, ou contra funcionário de Ministério militar ou da Justiça Militar, no exercício de função inerente ao seu cargo;
c) contra militar em formatura, ou durante o período de prontidão, vigilância, observação, exploração, exercício, acampamento, acantonamento ou manobras;
d) ainda que fora do lugar sujeito à administração militar, contra militar em função de natureza militar, ou no desempenho de serviço de vigilância, garantia e preservação da ordem pública, administrativa ou judiciária, quando legalmente requisitado para aquêle fim, ou em obediência a determinação legal superior.
Parágrafo único. Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e cometidos contra civil, serão da competência da justiça comum. (Parágrafo incluído pela Lei nº 9.299, de 8.8.1996)

Assim, existem três hipóteses em que um crime será definido como crime militar:
a) quando só for previsto no CPM, independente de quem seja seu autor: são os crimes propriamente militares. Um exemplo interessante é o crime previsto no artigo 172, do CPM:
Uso indevido de uniforme, distintivo ou insígnia militar por qualquer pessoa
Art. 172. Usar, indevidamente, uniforme, distintivo ou insígnia militar a que não tenha direito:
Pena - detenção, até seis meses.
b) os crimes que tenham previsão no CP e no CPM quando praticados por agente militar: primeira hipótese de crime impropriamente militar. A razão é a vis attrativa do direito militar em função do agente. A alínea f, revogada, que previa a qualificação do crime como militar quando praticado por militar fora de serviço, mas que utilizasse armamento ou equipamento militar, será comentada depois. Um exemplo é o artigo 242, que trata do roubo simples e tem a pena máxima do roubo comum qualificado do CP.
Roubo simples
Art. 242. Subtrair coisa alheia móvel, para si ou para outrem, mediante emprêgo ou ameaça de emprêgo de violência contra pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer modo, reduzido à impossibilidade de resistência:
Pena - reclusão, de quatro a quinze anos.
c) os crimes contra as instituições militares, praticados por quem quer que seja, desde que haja previsão nos dois diplomas. A atração do direito militar, aqui, é em razão do polo passivo, isto é, de quem sofre a ação criminosa. Podem ser propriamente ou impropriamente militares, mas é fundamental que a conduta seja praticada em desfavor das instituições militares. Um bom exemplo é o artigo 257, que trata da alteração de limites.
Alteração de limites
Art. 257. Suprimir ou deslocar tapume, marco ou qualquer outro sinal indicativo de linha divisória, para apropriar-se, no todo ou em parte, de coisa imóvel sob administração militar:
Pena - detenção, até seis meses.

A lei 9299/96 alterou alguns incisos para afastar da qualificação militar os casos, numerosos à época da promulgação da lei, de crimes contra a pessoa cometidos por militares (federais e estaduais) contra civis.
O que ocorria, por diversas vezes, é que o policial militar, fora de serviço (férias, folga, suspensão) e portando arma de propriedade militar, praticava uma conduta em face de outrem e alegava que a conduta foi praticada na condição de militar. Isto pois, o entendimento que havia é que, mesmo fora de serviço, o agente que se coloca na condição de ativo, ativo deve ser considerado, o que tornava o crime militar.
Muito embora o CPM seja mais rígido que o CP, como o julgamento dos crimes militares é feito por um tribunal militar, composto de militares e um juiz togado, muitas vezes o julgamento do crime, embora sob uma lei mais severa, redundava em absolvições sobre as quais pairavam muitas dúvidas de, no mínimo, corporativismo, pois os policiais militares eram juízes e réus.
Para afastar esse tipo de ocorrência, que subtraía do júri popular o julgamento de crimes contra a vida, deu-se a alteração legislativa.

20.5.08

Ação negativa

Eita que tô conseguindo por para fora uma pá de coisa engasgada.

o Alvo agora são as ações afirmativas, por parte das minorias em geral.

A princípio, eu não me considero sexista, racista, homofóbico ou anti-sei lá o quê.

A questão principal é que fico bastante (incomodado? indignado? chateado? decepcionado? escolham a alternativa que quiserem, nem eu sei ao certo) com a forma com que as minorias expressam seu desejo de mais respeito (desejo esse que apóio em 100%, acho que todos devem ser igualmente respeitados e ter direitos iguais).

A questão é de forma. O discurso segmentário (não uso o termo "sectário" por estar carregado de conotações pejorativas) (segmentário, pois pende à segmentação do todo) peca exatamente por buscar a divisão da humanidade em grupos.
O resultado da divisão é que sempre ocorre a competição entre os grupos divididos.

Vejamos o caso feminino.

Quando as mulheres exigem o devido respeito (devido sim, porque o respeito à elas é um dever, e a conseqüência é tratá-las em pé de igualdade), em alguns casos a forma exagera, quando retrata que todas as mulheres são sensacionais e todos os homens são uns merdas.

Toda mulher é vítima de um homem tirano que a reprime. Existem casos assim, por óbvio.

Mas existem casos inversos, também. Conheci um homem que apanhava da mulher.

O caso é emblemático pois era público e, mesmo que não fosse, seria de fácil apreensão, pois o cara, magricelo, aparecia com hematomas no rosto e nos braços enquanto a esposa (que teve um problema hormonal e ficou grande e forte) só tinha lesões nas mãos. Sempre que ele aparecia com a cara quebrada, ela estava com a mão machucada.

Esse casal era amigo dos meus pais.

Mas não é só isso.

Lembrando que a educação das crianças, cada vez mais é uma tarefa feminina, pois com os pais separados vendo as crianças 2 dias a cada 15 e os genitores cada vez mais trabalhando mais e gastando mais tempo no trânsito, a diferença entre homens e mulheres pende a favor delas, que trabalham, normalmente, mais perto de casa; tem mais empregos de meio-período; ou escolhem trabalhar em casa; ou de qualquer modo, iniciando o processo de socialização da crianças através de creches onde trabalham prioritariamente mulheres, a criança é criada por mulheres, essencialmente.

Na minha geração de crianças, tínhamos isso bem claro: estávamos sendo ensinados para respeitar os direitos da mulher, compensando o erro das gerações anteriores (sou da geração chamada de X) criadas sob o machismo.

Aí, ao invés de tomar atitudes concretas para diminuir o problema nas próximas gerações, o discurso é culpar as atuais gerações por erros das passadas, sempre se colocando no papel de vítima, como se todas as crianças fossem criadas por homens, em centros de programação mental. Acho errado e isso, ao invés de contribuir efetivamente para a mudança, aumenta o desconforto da mensagem e termina por gerar mais reações negativas que efeitos positivos.

O caminho que eu acho certo é a valorização do ser humano, como um todo e não partes do imenso grupo humano, mas isto é antecipar conclusões.

A "questão racial", eu acho levemente mais complicada, pois há um nítido corte "racial" nas desigualdades sociais, mas não acredito que a política meramente "racial" vá impactar positivamente se for duradoura.

Não existe uma "raça" superior à outra, existem grupos humanos com bagagens genéticas diferenciadas que devem ser tratadas com igual respeito.

Se os "brancos" são mais suscetíveis à câncer de pele, os "negros" sofrem mais de outras doenças. E ninguém é melhor ou pior por causa disso.

Além do que, essa divisão do mundo em "brancos" e "negros" esbarra em alguns fatos:

1) mais de 20% da população mundial são de orientais ("amarelos"= chineses, japoneses, vietnamitas, coreanos, tailandeses, cambojanos, mianmenses e por aí vai);

2) outro tanto são de origem hindu (indiano, paquistaneses, ceilaneses - é esse o nome de quem nasce no Ceilão? );

3) de acordo com o conceito europeu de "branco" do século XIX, os povos árabes (aqui incluídos os judeus sefaraditas, mas não os akhenazi) não seriam brancos, então seria mais um tanto de não-"brancos"/não-"negros".

4) a população indígena e os povos malaios (que tem traços genéticos em comum), também não são "brancos" ou "negros".

Essa lista pequena já demonstra que mais ou menos uns 45% da população do planeta estariam fora da dicotomia "branco"/"negro", o que, entendo eu, já invalida essa divisão, pois uma categoria de divisão que deixa de fora um percentual dessa magnitude é uma categoria ineficaz.

Além do que, dividir a humanidade em raças sempre me pareceu uma coisa aberrante, bem típica do colonialismo europeu do século XIX.

Para mim, quem tem raça é cachorro. Ser humano tem etnia, conceito que engloba fatores culturais e religiosos.
Quem defendia a existência de raças eram os nazistas, por acreditarem na existência de uma raça superior (a deles).

Agora, ignorar que os afro-descendentes (não gosto muito desta denominação, mas é a mais aceitável dentre as opções) são marcados pela pobreza não dá.
O problema é que tentar resolver a desigualdade social pelo viés da "raça", acaba gerando um problema nitidamente racial (este racial está sem aspas, pois aqui é preconceito de raça mesmo).
Durante as décadas de 70 e 80 do século passado, o processo de concentração de renda levou muitas famílias à pobreza, situação que vem sendo revertida aos poucos, atualmente.
Assim, a pobreza mudou de cor, pois famílias de classe média baixa foram sendo empurradas à pobreza, algumas delas de euro-descendentes (gostaram do neologismo?).
Quando se busca retirar da pobreza apenas por questões de tom de cor da pele, qualquer que seja ela, o contingente que restar vai estar profundamente marcado pela exclusão baseada em cor de pele, em raça.
E esse sentimento de exclusão é que vai gerar os conflitos agudos, racialmente orientados.
O tom do discurso racial pró-"negros" é que os "negros" são superiores como raça, o que é um erro. Ao aceitar a divisão feita para oprimir e oprimir a individualidade embaixo de um rótulo baseado em cores de pele, esta defesa abre azo para a contestação dos méritos globais através dos defeitos individuais ("ah, a raça marrom é ruim, porque o fulaninho fez isso", "a raça negra é ruim porque o sicrano, negro, cometeu o crime tal", "a raça branca é ruim porque o beltrano jogou a filha pela janela") (parêntese do parêntese: só usei a expressão "raça", que abomino, para exemplificar argumentos porcos possibilitados pela união das pessoas em um rótulo racial).

Como disse Marx (Karl, não o Groucho, nem o Burle), A questão judaica.
A história e a cultura dos judeus são muito legais. Muito legais mesmo. Tenho em casa o livrão "A História dos Hebreus", que recomendo. É um livro escrito por Flávio Josefo, mais ou menos em 100 DC.
Mas os discursos pró-semitas sofrem do mesmo detalhe que os outros: a suposição de que exista um grupo humano, superior aos demais e que este grupo seja o resultado de uma divisão do todo através de um critério genérico (ser mulher, ser negro, ser judeu).
A história dos judeus é realmente muito interessante, mas daí a usar como prova da superioridade fatos como ser o povo escolhido por Deus; o fato de o Torá, quando escrito em hebraico, poder prever todos os acontecimentos do mundo; a cabala ser o supra sumo da sabedoria de todos os tempos.
Todos estes fatores, em conjunto com a reação referida na questão racial, acima, ocasionaram, ao longo da história, diversos massacres (polgroms) que massacraram a população judaica, ao longo dos tempos. Algo próximo com o que ocorre com a população dos curdos, também discriminados por questões culturais, hoje, no Iraque e na Turquia.
Não se diga que a população judaica teve culpa nisso, nunca teve. Os massacres são sempre fruto da junção entre ignorância e falta de escrúpulos. Ignorância da massa linchadora e falta de escrúpulos de quem comanda a massa.

A bandeira homossexual
De maneira similar, a reação a esse discurso, de modo físico e violento é muito mais fruto da ignorância do que de qualquer outra coisa.
O discurso gay, aqui entendido na declaração de superioridade de alguém por opção sexual, por outro lado, passa pelo ponto de todo mundo ser gay (aí se encaixam aquelas declarações de que tal figura histórica seria gay) e pela afirmativa de que quem não é gay, é um repressor homofóbico.
Novamente, a divisão da humanidade por um critério genérico (ser mulher, ser negro, ser judeu, ser gay) vai gerar mais violência derivada da ignorância.
Aqui, mais que em qualquer outra minoria auto-caracterizada, é visível o lado emocional da discussão, afastando-se o meio termo (que seria, e nesse caso é possível, o bissexual).

A divisão etária.
Com a glorificação mercadológica da juventude, o resultado é a criação de um discurso de auto-apoio para os mais vividos.
E vemos slogans como "melhor idade" substituindo "terceira idade", de novo insistindo no erro de atribuir qualidades através do conceito genérico.

O discurso do homem branco heterosexual.
Devido a ressugência das minorias, todas elas apontando como maioria este ser, 0 hbh, não é de se espantar que tenha surgido um discurso segmentário que defenda a superioridade do hbh, devido a pretensas qualidades como iniciativa, força, inteligência.
Do mesmo modo que as demais, peca por criar um critério genérico de divisão. E, com uma dose de razão, é acusado de preconceito pelas demais.
Um exemplo deste tipo de discurso e da maleabilidade desse grupo, é o uso do termo "espada" para se definir (como se vê em "Eu sou Espada"), usado também por homens jovens negros, assim como a variante "facão" (pois tal instrumento de corte tem fio apenas para um lado) para se extremar dos bissexuais (que "cortariam dos dois lados", como as "giletes").

Algumas outras minorias poderiam ser abordadas, como os católicos, os evangélicos, mas acho que a opinião central já foi expressa que é a negação a toda tentativa de um grupo, qualquer que seja, afirmar sua superiodade frente a outros.
Não se nega, aqui, a possibilidade estatística de divisão numérica da população de um território específico. O que se busca afastar é a atribuição automática de determinado efeito, defeito ou qualidade aos participantes de uma categoria pelo só fato de participar desta categoria.
Não é pelo fato de ser mulher que a pessoa vai ser (esperta? inteligente? honesta? infiel? mentirosa? bonita? feia? escolham a generalização errada que preferirem).
Como também não é pelo de ser (mulher? negro? judeu? gay? idoso? jovem? branco? desempregado?) que o indivíduo não será (gordo? magro? alto? baixo? corrupto? honesto? filho-da-puta? criminoso? não-criminoso? escolham à vontade, não faz diferença).
O erro deste raciocínio não está no resultado, está no processo.
A única coisa garantida é que 100% dos participantes do grupo serão participantes do grupo. Ponto.
Assim, 100% dos gays serão gays, 100% dos idosos serão idosos e para nisso. Não se pode dizer que 100% dos gays serão altos, que 100% dos negros terão alguma habilidade especial e comum a todos, que 100% dos idosos estarão com boa saúde.
Tenho algumas coisas a falar sobre os discursos do ódio (hate speechs), que fica para depois, mas gostaria de adiantar que vejo eles como o outro lado desta moeda chamada discurso de auto-valorização (que é do que temos tratado aqui).
Não importa a conexão com a realidade e, sim, o atendimento de um outro propósito, que é o de levantar a auto-estima do público a que é dirigido.
Neste ponto, tanto o discurso do ódio quanto o discurso de auto-valorização são convergentes. Afastam-se da realidade para delírio da platéia.
Depois eu volto a este assunto.
Para terminar, uma autoclassificação:
Por acidente, o espermatozóide que fecundou o óvulo de mamãe tinha o cromossomo Y. Nasci menino (foi o que a obstreta disse: "é um menino"). Tivesse nascido menina, o acidente seria o mesmo.
Sou mestiço (nem branco nem negro), muito embora minha mãe guarde bastante itens da herança genética européia dela. Herança financeira, que é bom, necas.
Na adolescência, meu órgão genital mostrou interesse por meninas e continua assim. Não nutro esperanças sobre o futuro dessa escolha e do resultado dela, apenas que continue sendo exercida, sem viagra, por muito tempo e outro tempo depois, com viagra.
Não falo sobre minha religião ou a falta dela (minha religião não permite), mas acho que se os outros quiserem me prestar o dízimo bílbico, eu aceito. O problema é depois declarar no IR.
Estou na meia-idade, pois já deixei de ser jovem (ainda que há pouco tempo) e ainda não sou idoso, o que espero vir a ser, pois a alternativa não é boa.

Sou Humanitista: Ao vencedor, as batatas, pois acho que o humanitismo é a teoria do caos aplicado às ciências sociais.
Quando humanitas tem fome, as guerras logo aparecem como opção. Quanto maior é a fome, mais breve é a guerra.
Quando humanitas tem pressa, morrem milhares no trânsito.
Quando humanitas tem desejo sexual, todos viram objetos sexuais ou sexualizáveis.
Por aí vai.
Fui, que hoje já falei demais.
Me sinto até aliviado.

Gêmeos, meu signo

(texto recebido por email, mas que eu achei legal)
E vamos que vamos...
Signo de gêmeos...
Eu quase não consigo escrever sobre este signo.Isto porque eu tinha que fazer ginástica e me lembrei que tinha que dar um pulo no meu banco para resolver um problema de débito automático, quando me lembrei que hoje, terça feira é o dia da feira, aqui do lado de casa, mas caraca, eu tinha que ver um apartamento com um corretor antes do meio dia, horário da rádio.
Ufa!
È exatamente assim que é a personalidade, o ritmo e o cotidiano do geminiano. Pensa mil coisas ao mesmo tempo, começa cinco, e termina meia.Porém no meio disto tudo, sai uma idéia maravilhosa, algo louco e inédito.
O geminiano é capaz de parar o sexo com você, só para ver o novo clip da Amy Winehouse e depois volta com o mesmo fogo de antes, enquanto você esta ainda enxugando as lágrimas.
O povo de gêmeos tagarela muito. E não consegue guardar segredos.Se quiser prejudicar alguém, solte um veneno para o geminiano e ele vai espalhá-lo, como se fosse a imprensa marrom.
E de repente, o gêmeos está ali na festa dançando, pulando e do nada, fica quieto, sério ,e vai embora... È o seu outro lado, entrando em ação.
Gêmeos é um signo duplo, assim ,como sagitário e peixes, são os chamados signos mutáveis.
È o signo que melhor representa a TPM.
O Geminiano é inteligente porque absorve tudo muito rápido , tipo um Sempre Livre, mas odeia se aprofundar nas coisas... Tipo modess sim,vibrador não.
Dizem que gêmeos é falso.Não é. Apenas muda rápido de idéia. Corretores de imóveis se irritam com este signo.
O Homem geminiano tem sempre muito o que fazer, muitos amigos, muitas atividades e pode até ter duas namoradas, porque esqueceu se de terminar com a outra. Mas não tenha pena, mate-o do mesmo jeito.
Geminianas são lindas,femininas e ágeis.Grande parte das modelos são geminianas,talvez por isto, se adaptem a vida de modelo que é mil testes, mil viagens, mil dietas, mil vômitos, enfim.
Tenho um amigo geminiano que demora 3 horas para malhar, porque fala com toda a academia.
Tenho um outro amigo que é geminiano, judeu, mas fala japonês fluentemente.
E tenho um outro que era músico formado, virou arquiteto ,já foi motorista e ataca de corretor de imóveis. Entenderam?Ou seja, com o talento bem canalizado,vão longe...
E alguém lá sabe canalizar talento?
Homens de gêmeos famosos: Johnny Deep ,Lenny Kravitz, Prince,Bob Dylan,Boy George, Sartre, Principe Willian.
Mulheres de Gêmeos famosas: Elizabeth Hurley,Killie Minogue ,Angelina Jolie,Brooke Shields,Jewel, Marilyn Monroe,Alanis Morisette ,e nossa engraçada Debora Bloch.
( Se você, que por azar caiu aqui, estiver lendo este texto e este texto for seu, deixe nos comentários provas suficientes de autoria que eu o identificarei como autor deste texto.)

Pequeno Resumo das novidades!

Nesse ano que fiquei fora, aconteceram:
Minha saída do trampo, agora estou trabalhando na área trabalhista. Nunca pensei que me sentiria tão bem trabalhando em uma área distante do direito.
Os piripaques da mamma ficaram brabos, já estou começando a me preparar para ser órfão.
Virei escalador!!!! Sou um escalador ruim, mas escalo!! Tenho até equipamento!
Comprei um carro novo.
Uíza tá cada vez mais ligada a mim, o que é bom e ruim ao mesmo tempo.
Estou imenso de gordo, quem sabe em 2030 eu consiga emagrecer?
Vou postar uma descrição do meu signo, Gêmeos, depois.
É, mais ou menos isso.

Temas

Aqueles temas que eu listei embaixo, estão meio que totalmente fora de roda, só a Minirela que continua mini.
Sabe que eu esqueci o esporro de uma hora?
Isso é muito bom!!

Aniversário de desatualização

Eu ia fazer um post sobre o aniversário da desatualização, mas o assunto ficou desatualizado pelo atraso.
Tem grilo, não.
Estou precisando contar algumas coisas mesmo.
Desde janeiro, minha mãe tá toda troncha, no hospital, com crises convulsivas e minha esposa acabou de tirar o baço (cirurgia simples).
Então, ainda estou no esquema plantão médico.

16.5.07

Nomeação da chefe

Nomearam dias desses a figura que será a chefe do trampo.
Má, péssima e odiosa notícia.

2.4.07

Salvador

Cá estou eu em Salvador, cubrindo umas férias de um outro amigo, mas fico até quinta apenas.
Além disso, vim para ensinar um colega a se familizarizar com o assunto, mas é difícil....
ô porqueria...
pensar mal dos outros eu posso, só não posso exteriorizar meu pensamento.
sardade.

17.1.07

Estou sujando meu Karma.

Segundo a lei indiana das reencarnações, em cada vida, nos é dada a oportunidade de limpar os erros do passado.
Na minha vida atual, apesar dos meus esforços, estou sujando meu karma, sendo malvado.

Se não, vejam só:
- Argumento da rádio
"Em sua defesa, aduz que iniciou suas atividades para atender à comunidade e hoje é o principal veículo de comunicação da cidade, tendo recebido diversos títulos, não sendo clandestina uma vez que sempre noticiou sua irregularidade, pedindo providências para sua regularização, noticiando ainda a tristeza de seus ouvintes com o fechamento da rádio."

Minha resposta:
"Com relação aos argumentos apresentados, não cabe acolher nenhum deles. Em primeiro lugar, para a execução da atividade a prévia outorga é necessária e prevista na Constituição Federal, não sendo lícito executar a atividade sem licença estatal. Em segundo lugar, não muda o caráter de clandestina o fato de ter recebido títulos ou ter avisado aos órgãos públicos, uma vez que, segundo o parágrafo único do art. 184, clandestino é quem executa a atividade sem outorga. Em terceiro lugar, a tristeza da comunidade não está relacionada entre as causas legais de exclusão da pena administrativa. Isto posto, passemos ao estudo do direito aplicável."

Assim, na próxima encarnação, vou voltar como mosquito.
Ou então, como framenguista.

8.12.06

temas

Pós-graduação em direito das telecomunicações.
concurso de juiz
esporro de uma hora
Minirela
crime militar: questões complexas
novíssimas linhas do processo civil
e tem mais

Desatualização

Foi mal, seu brog.
foi uma chuva de problemas.
mas pelo menos, saiu o concurso de juiz e eu estou fazendo uma pós de telecom.
voltarei a escrever mais vezes...

31.8.06

Parabéns, seu brog!

Hoje, dia 31/08 (3108) é dia dos brog!
Então parabéns seu brog!
é hoje porque um mané achou que 3108 e BlOG seriam visualmente parecidos.
Tem doido prudo!! (pra tudo)
dis quasqué fórmula, parabéns!
 continuo em POA, então, nada de novidades, além do frio abissal que faz nessa terra.

28.8.06

Poa! Quanto Frio

A cidade é bonita, mas faz um frio danado.
Para dar uma idéia, estou em prédio em que o sol incide diretamente e estou trabalhando com um casaco de couro e cachecol e ninguém está rindo de mim.
Muito sinistro, o vento frio daqui é carregado de canivetes, como corta!!
Talvez eu dê um pulo na Expointer, que é uma espécie de feira da providência.
Eu preferiria ir na Expo Grêmio, mas deixa para lá.
Volto ao trabalho.
 

25.8.06

deu para ti

Uau, baixo astral,
vou para porto alegre, tchau!
Mas volto em uma semana. Talvez até poste de lá.
Tenho estudado um pouco de direito constitucional, mas fica faltando um tema interessante, para escrever aqui.
A minha mesa tá cheia de coisa e eu já limei uma pá de coisa esse mês. Por isso que não dá para escrever nada.
Em compensação, tomei um esporro da minha pequeninha, que foi de parar o trânsito.
Ela me deu umas coisas para segurar e fui olhar uma delas, que era um elástico de silicone e fiquei mexendo.
Ela veio pelo lado, em silêncio, chegou perto de mim e disse: " eu pedi pá vocxê fazê bagunça? Vocxê bota o dedo aí e vai estagá! Vocxê só faz bagunça!"
Eu mereço?

18.8.06

Princípio da prevenção

O direito ambiental, dentre outros, é o que mais se utiliza do princípio da prevenção, que visa a evitar a produções de lesões, já que em tal campo, estas são de difícilima ou impossível reparação.

Seu conteúdo jurídico delimita-se na ordenação de condutas destinadas ao impedimento de práticas sobre as quais haja, no mínimo, uma dúvida razoável em relação à seus potenciais efeitos lesivos ou, em outras palavras, não se exigirá a certeza científica a respeito dos danos decorrentes de uma determinada conduta para a concessão de interditos em relação a essa mesma conduta.

Através da aplicação deste princípio, em caso de dúvida, decidir-se-á pro gaia.

Por outro lado, deve a paralisação da conduta ser ordenada quando a dúvida existente seja razoável, isto é, tenha suporte em dados científicos confiáveis, não possuindo o caráter de dúvida relevante as porventuras possuídas por leigos, fundamentadas em achismos.

Relevante exemplo de suporte científico confiável é dado pelas recomendaçõesda Organização Mundial de Saúde a respeito dos mais diversos assuntos, dentre os quais podemos citar o uso do amianto, a questão das antenas de celulares, a exposição aos agrotóxicos nos alimentos.

Organizações civis e públicas também podem servir de fundamento às dúvidas relevantes, como é o caso do greenpeace, do WWF, ambos em relação ao meio ambiente natural e o IPhan, com relação ao patrimônio histórico.

O que, à toda evidência, não pode ser qualificado como fundamento cabível de uma dúvida relevante é um fato que, ainda que permaneça obscuro aos leigos, já tenha sido definido, com grau de certeza, pela comunidade científica, isto é, uma questão que foi relevante e polêmica mas alcançou o consenso dentre os estudiosos.

Um exemplo que ilustra muito bem o que acaba de ser dito é o caso do HIV/Aids na África do Sul, onde durante valiosos anos, a teoria dominante sobre os mecanismos de transmissão e prevenção da doença foram ignorados em razão de obscura crença pseudocientífica que não identificava o ato sexual como situação de risco e recomendava o consumo de arroz integral (?!?!?) para que os sintomas fossem erradicados. Esse entendimento baseado em achismos fez com que este País africano as vítimas soropositivas alcancem dois dígitos em porcentagem da população.

Um outro erro, em sentido contrário, pode ser identificado na superproteção em relação a determinado risco, como por exemplo o consumo de lipídios na dieta cotidiana. Afirmado o caráter maléfico do excesso do consumo de gorduras, passou-se a evitar, de todo modo, este consumo. Acontece, porém, que um consumo moderado é benéfico, eis que as gorduras exercem papel relevante no corpo humano e uma decisão baseada no princípio da prevenção que proíba a venda de alimentos com gordura evidentemente é abusiva, pois a ciência, hoje, já determinou que existe um nível ótimo de consumo de gorduras.

Outro exemplo da superproteção pode ser dado em relação a histeria com as "antenas de celulares". É certo que a radiação não-ionizante poderá causar danos a saúde, mas isso não significa que qualquer antena de celular deva ser destruída, uma vez que antenas de rádiodifusão, microondas, os aparelhos de celular e diversos outros elementos também a emitem, muitas vezes em situação com muito mais perigosa, o que é o caso do próprio aparelho pessoal de celular.

Outro elemento que sugere a adoção do critério da dúvida razoável é a extensão dos poderes conferidos à tutela judicial deste princípio. Os artigos 11 da LACP, 461 e §§ do CPC e 84 do CDC permitem que o juiz diretamente conceda a tutela específica que o bem ambiental necessita para sua proteção, ou medida com resultado prático equivalente.

Para este fim, não está o juiz adstrito às medidas pleiteadas pelo autor, podendo ordenar qualquer medida que, efetivamente, proteja o bem ambiental ameaçado, excetuando-se, nesse caso, o princípio da correlação entre pedido e sentença.

Assim que tiver mais tempo, escrevo mais sobre o tema.
Fui!

17.8.06

logo e tutela inibitória

Já sei como vou resolver está história do logo do blog.
vou botar a imagem que eu quero como minha foto do perfil, aí, vira logo do brog!!

Saiu o Regulamento de juiz federal do trf2.
Agora, cairá direito ambiental.
Já estudei um livro de tutela inibitória ambiental. Será que é o bastante para a 1ª fase?

Vou ler, hoje, um livro do barrosão de constitucional.
Tomara que baste.

Hoje recebi a cópia de um parecer meu que foi adotado como normativo, ou seja, todo o país vai ter fazer igual.
Depois eu desidentifico ele e posto aqui.

Fui, porque hoje tô inscrevendo processo em dívida ativa.









Duas boas imagens para o logo do blog.

Mas as duas são, praticamente, retratos meus.

Aí, não vale.

Vou ver se funcionam na net.

A do alto (Xerife) tem a ver como eu sou fisicamente e a de baixo (Xerifinho) tem a ver como eu sou em relação ao meu humor (e também meu cabelo é bagunçado).

15.8.06

A vida vai voltando ao normal.

A rádio da véia acabou na quinta, dia 10.
Ela tá uma arara porque agora a gente diz que ela vai fazer tvterapia, que é um negócio mais moderno. Ela vai tomar com uma Tv de 20" na idéia.

A minha afilhadinha continua na barriga, pelo menos até onde sei. Vai sair de cesárea, porque a mãe tá toda troncha.

(Quem inventou a cesárea foi Chuck Norris, dando uma giratória na barriga de sua mãe, que não morreu por que é a mãe de Chuck Norris, e tem alguma coisa dele, no sangue)

Acabaram escolhendo por mim.
Outro concurso.

Por tudo isso que eu escrevi (rádioterapia - é assim que se escreve?- , afilhada, férias e novo concurso), isso aqui estava mais vazio que cadeia para ricos. Eu cheguei até a me esquecer desta bodega, não fosse o autocompletar de um outro site, não teria me lembrado disto. A que ponto chegamos.

Talvez isso mude, talvez. Estudando para o concurso, talvez, eu disse talvez, eu tenha mais ânimo de escrever as coisas aqui.

20.6.06

Novidades e desatualizações

e aí, beleza?
Faz tempo, eu sei, que este pedaço egoísta da net não é atualizado.
Isto porque a investigação ainda não acabou.
A perícia já veio, ficou excelente, retirou toda a capa de blindagem dos documentos e acertou o veio.
Agora, vou blindar o perito, para que nada demais aconteça a ele.
Quando eu acabar esta bodega, talvez me dedique mais a este pedaço.
Porque não bastasse o pad, a mamma ainda operou um tumor na cabeça (a gente diz que a véia fez retífica), e deu tudo certo.
Não sobrou tempo para nada.
E as opções se acumulam a cada dia que passa: outro concurso? mestrado? outro livro?
E a vida parada, me esperando voltar para o Rio.
ê, merda...

16.5.06

ainda o PAD

Esta porra tá perto de acabar.
Só que quando eu voltar para o Rio, uma pá de trabalho me espera, inté porque as duas estagnárias fugiram, foram para outros lugares onde são melhor remuneradas....

Minha Mãe.

Agora já dá para contar.
Minha mãe operou-se, ontem, de um tumor cerebral, e recupera-se, internada, em um hospital do Rio de Janeiro.
Ao que consta, ela está bem, muito bem!
A operação durou apenas três horas, das oito que poderia durar, o tumor foi retirado tranquilamente, a calcificação vai permanecer lá e o cisto foi esvaziado.
Hoje, minha irmã foi ter com ela e relatou alguns milagres.
Minha mãe tem problemas de audição sérios (surda de um ouvido e com perdas no outro), deslocamento de uma das retinas (enxerga metade em uma das vistas), falta crônica de memória quanto a nomes (cansa de me chamar pelo nome da iminha irmã e nunca acerta o nome da minha mulher) e excesso leve de peso.
Daí, não decorreria nada. Acontece que hoje minha mãe mandou minha irmã falar mais baixo e diminuir o volume da televisão, no que a minha irmã respondeu: "que tv? aquela? tá com volume?".
Depois disso, disse que estava enxergando bem melhor ("estou vendo bem a tv sem óculos") e lembrou do nome de todos que a minha irmã perguntou, acertando até o da minha mulher.
Só falta emagrecer!

Não sei não, mas acho que abduziram minha mãe...

Eu quero a minha véia!!!

5.5.06

Viagens

E eu que, atolado, nem atualizo esta bodega.
Tô no Pad, ainda, vivendo como executivo de comercial, voltando nos finais de semana para casa de avião, em passagem comprada em cartão de crédito.
Ninguém Merece!!!!!!!
Em umas destas minhas viagens, tive a experiência de ver um homem público de perto.
Estava eu a voltar do Rio para esta cidade (cidade??? um lugar que nem tem um bairro chamado grajaú ou uma av. presidente vargas ou rio branco ou uma rua frei caneca?), quando eu vi entrar no avião (da gol, nem era tam não), ninguém mais, ninguém menos que o Ciro Gomes.
Tudo bem que ninguém o conheça, mas vou dar uma dica: o Ciro é o cara que pega a Patrícia Pillar.
Lembrou? Então tá.
Na maior tranquilidade, lendo um livrinho que eu não consegui ver qual era. Sei que não era o Kama Sutra, porque não era ilustrado.
Sentou-se, acomodou-se, botou o cinto, leu o livrinho dele, comeu a meia mariola que a gol dá no vôo (se antes da varig ficar capenga, a gol já dava pouco, agora então vocês podem imaginar - daqui a pouco vai ter camelô no vôo, gritando "cocacola dois real, olha a água, o que mata a sede é água, mate leão, olha o mate"), como se fosse um cidadão comum.
Tudo bem que ele não está ocupando qualquer cargo público de relevo no momento, mas o cara já foi governador, ministro da fazenda, da integração nacional, candidato a presidência com chances ( se fosse ao segundo turno com o lula, teria ganho dele).
O cara entrou em uma espiral descendente na campanha de 2002 por tratar mal a grande mulher que tem, a linda, maravilhosa, poderosa e corajosa Patrícia Pillar (Veríssimo mesmo fazia campanha para Patrícia Pillar virar primeira dama e dizia que o efeito colateral era o Ciro presidente).
Em uma entrevista, ele respondeu da seguinte forma à pergunta "qual o papel da Patrícia Pillar na sua campanha?": "Ela dorme comigo"!!!
Puta que pariu!!!
A mulher, seja quem for, nunca tem este papel. Quem tem este papel é puta, que você dá os cem reaus da compreta na manhã seguinte e mandar ir tomar no cu!
Se a mulher está com o cara, o papel é de companheira, parceira, que também engloba o sexo, naturalmente. A partir do momento que uma relação é assumida, fudelança, meteção, furação, varação e outras formas chulas de nomear o ato sexual passam a fazer parte do relacionamento.
Não é a toa que a intenção de votos no cara despencou depois disso.
Mas o que mais me chamou a atenção foi a simplicidade dele.
A mala de viagem dele até parecia a minha, já tinha visto dias melhores, estava toda manchada de sujeira e ele mesmo estava com a barba por fazer.
Se o cara, que é quem é, pode se dar a este luxo, não vejo nada de mais em também andar, como sempre andei, com a barba por fazer.
E o resto é mesquinhez pequeno-burguesa!!!
Tenho dito!

2.5.06

Minha pequeninha

Tá, eu sei que este post deveria ter sido escrito há mais tempo, mas não havia clima.

No dia 21 de abril, fomos à Petrópolis, na casa do meu cunhado, fazer um churrasco e aproveitamos para dormir lá.
Noite alta para a minha pequeninha, já que deveriam ser por volta da meia-noite, quando finalmente ela se aninhou no sofá onde eu estava e ficou vendo televisão comigo.
Ela já tem mais de dois anos e esta foi a primeira vez que ela dormiu aninhada, de propósito. Teve uma ou outra vez em que a gente segurou ela e ligou a tevê, para enganbelá-la.
Mas desta vez, eu fiquei fazendo carinho nos cabelos louros dela, desembaraçando os cachinhos com a mão e ela foi deixando o corpo mole, eu acomodei ela direitinho no sofá e fiquei fazendo cafuné até que ela dormiu.
Fiquei todo bobo.
Acho que esta temporada em Brasília está deixando ela mais ligada à mim, por causa da saudade.
Enfim, uma vantagem.

22.4.06

Posts Antigos - Nepotismo

É impressionante o que acontece neste país.Acho que devo pensar melhor para escrever o que acho sobre a questão do nepotismo no judiciário, que foi publicada no globo de ontem.Enquanto isso, vamos pensar, vamos pensar.
Escrito por Xerife às Segunda-feira, 13 Fevereiro 2006

Essa história do nepotismo realmente é de tirar qualquer um do sério.Vamos aguardar até quinta feira, quando o STF disse que vai julgar esse caso( se o Marco Aurélio não pedir vistas).De qualquer modo, ouvir mp3, fazer download, e jogar gta san andreas sempreservem para passar o tempo (só mais um teste para o google).NO momento, estou estudando para uma prova de mestrado, estudando processodisciplinar na 8.112/90 (irei comandar um) e estudando o que fazer no finalde semana.Por isso, é um post por dia e olhe lá.
Escrito por Xerife às Terça-feira, 14 Fevereiro 2006

Posts Antigos - Regueira e a falsidade

Eu estava pensando se deveria falar, aqui, a minha opinião sobre o caso Regueira no STF.Afinal de contas, o cara foi julgado e condenado pela impresa, teve a denúncia recebida no STJ, o que dá uma certa credibilidade à configuração do crime de falsidade ideológica. Afinal, não se imagina que os ministros do STJ saibam tão pouco de direito penal assim para aceitar uma denúncia que descreve uma conduta atípica.Mas aí veio o STF e desmontou, por completo, a tese que afirmar falsamente (sabedor desta condição) um fato inverídico para daí extrair efeitos desejados seja crime de falsidade ideológica quando o agente estiver no execício das funções de juiz.Obviamente, tal raciocínio deverá ser expandido para alcançar todas as declarações que forem feitas no exercício da função, para que não seja visto de maneira errônea.O Relator, obviamente, é o Exmo. Ministro Marco Aurélio, um homem sempre à frente de seu tempo no que diz respeito à matéria penal. Tão à frente que às vezes dá a impressão de deslocamento da ordem jurídica atual, mas que merece ter suas decisões (ao menos, a grande maioria) estudadas com carinho.Já que foi o STF que disse, a gente aceita.Mas que desce mal, desce.
Escrito por Xerife às Sábado, 11 Fevereiro 2006

Posts Antigos - Configuração

Caramba, que trabalhão dá para tentar mudar um template!Rapaz, e eu queria publicar uma foto como logo do blog.Acho isso vai ficar assim mesmo, muito marrom (de mais ou menos).
Escrito por Xerife às Sexta-feira, 10 Fevereiro 2006


Pronto, agora isto está funcionando, está configurado, já arrumei até um apelido legal.Só falta postar.Isso vai dar um trabalho.
Escrito por Xerife às Sexta-feira, 10 Fevereiro 2006

Posts Antigos - Primeirão

Oi para todos os incautos que aqui vierem.Eu nunca fui muito chegado neste negócio de blog, até que o meu cumpadre fez um.Aí, eu achei que não devia ser tão ruim assim.Tempo passa, e eu descobri um link que me levou para outro site, que me informou de um blog que falava de um outro blog, o Jesus, me chicoteia (com paixão e fúria, como pede o autor dele). Então, eu passei a achar esse negócio de blog muito legal.Mas fazer um blog para falar sobre o quê?Mugerada? Sou casado.A Bíblia? Não a conheço bastante e além do mais, o cara lá já faz isso muito bem.Vou falar de mim? Uma porra, vamos é falar de Direito, que é o único assunto em que sou menos ignorante (eu ia falar menas, mas aí o Lulla me processaria).Bom, agora, chega de apresentação. Vamos ver em que isso vai dar.
Escrito por Xerife às Sexta-feira, 10 Fevereiro 2006

27.3.06

Ninguém Vem!

Sabe até que eu acho legal que ninguém venha? (se ninguém vem, para quem é a pergunta?)
Assim, dá para falar mais a vontade mesmo.
Muitas das idéias que eu tenho sobre o direito, de onde tiro meu ganha pão, são idéias que acho que não serão bem entendidas, além do que algumas são meras figuras da raiva que sinto em alguns momentos.
Assim, para não correr o risco de ser mal entendido ( ou o que é pior, ter que me explicar para um imbecil mal-intencionado que só quer criar onda), é melhor que ninguém venha.
Eu sinto, às vezes, pouquíssima vontade de interagir com humanos e aqui posso extravasar esta vontade de solitude.
Chamei de merda, abaixo, mais por força de expressão do que qualquer outra coisa.
Estou gostando de blogar.

Filho da Puta!

desabafei!

24.3.06

Mestrado 2, a vingança

Não deu.
Fiz um pontuação surpreendentemente alta em inglês (8,5), fui garfado em 0,2 no currículo e me deram apenas 6,2 na entrevista e no projeto.
Para ser aprovado, precisaria de pelo menos 8,3 no projeto e entrevista.
Teve bate boca na minha entrevista, um examinador dizendo que a minha tese era super moderna e o outro, pessoa sobre a qual não posso declinar minha opinião para não cometer qualquer crime contra a honra, que aproveitou-se de sua posição de examinador para me esculachar. Mais um pouco ele diria que a minha tese era bonita, pois de ruim ele esgotou todos os adjetivos.
Mais um pouco eu o teria mandado tomar no cu(com acento no u, acho que teria mais força)!!! Como não mandei, posso declinar à vontade, eis que apenas relato uma vontade não realizada.
Apesar do fato claro do cara não ter lido uma linha sequer do meu projeto, eis que nem sabia qual linha de pesquisa eu estava querendo (e olha que eu fiz um testamento no ponto, demonstrando qual a utilidade de cada linha para a pesquisa que eu intentava realizar), o cara foi muito agressivo e sem qualquer foco no projeto.
Falou umas besteiras óbvias, querendo comparar o exercício do poder de polícia sobre as profissões com o direito das corporações da idade média, que nada tinha de poder de polícia.
Não identificou que espécie de sanção privada eu estava abordando ( tudo bem que o projeto estava meio obscuro, mas os outros examinadores me perguntaram e se sentiram satisfeitos) e ele só quis me agredir.
Parecia que o negócio era pessoal!
Acuado, defendi-me da maneira que pude.
Ressaltei o caráter autárquico da OAB (concurso público, dívida ativa), demonstrei que não queria passar em concurso, queria dar aula e, sem querer conscientemente, acabei jogando na cara dele que o meu salário (no patamar inicial da minha carreira) é superior ao dele (sou da carreira tal, que me proporciona uma vida confortável e faço o mestrado para poder realizar meu sonho de ser professor).
Quando disse isso, percebi o rosto do cara avermelhar-se.
Estou chamando ele de cara pois, como disse acima, não posso declinar minha opinião para não cometer qualquer crime contra a honra.
Enfim, é isto.
Estou aqui na Capital Federal, fazendo uma investigação (secret agent man, com sotaque britânico, por favor) de uma matéria chata para caralho e ainda tive esta má notícia.
Eu disse para a minha mulher que a cada notícia boa eu recebo trinta ruins e ela não acreditou.
Terei que ficar aqui até muito próximo ao meu aniversário, pastando aqui.
Isto é chato para caralho (se é chato ler isso repetido, imagina fazer o que eu estou fazendo).
E para piorar, quem me dá apoio técnico me parece cuidar de si mesmo em demasia (unha da mão feita, falar controlado e empolado, demonstra repetir o que seus professores falam e como fazem gestos) e tem opinião formada sobre o tema processual e estou vendo que cada dia mais concordamos menos.
Inté a próxima oportunidade de escrever.

21.3.06

Brasília

Tô no planalto central, investigando maracutaia!!
é, virei xerife detetive!
Tenho uma secretária (não é uma secretária fodona, que digite os depoimentos com trinta e dois dedos, digita bem devagar com poucos, quase uma catamilhógrafa, mas é esforçada) e um vogal (gente boa).
A maracutaia é véia, tem gente graúda no meio e muito dinheiro escoou por baixo da ponte.
Putz e o contrato objeto da tramóia é chato para cacete!!

Às vezes, eu fico vivamente impressionado com minha capacidade de falar português vulgar.
Boquiaberto é um termo adequado, talvez.
Acho que estou readolescendo.
Fico por aqui.

15.3.06

Exército na Rua!!!

Todo mundo na rua!!
Seus manés!!

Eu queria falar (teclar, escrever, digitar, etc, etc, etc.) sobre a ação do exército para recuperar os fuzis (fusíveis? de tanto tomar/ frechada do seu olhar / meu peito até / parece sabe o quê? / tauba de tiro ao álvaro / não tem mais onde furar -- Xerife também é cultura) que foram roubados do tal quartel.
Em tese, a Justiça Militar (única a deter competência apenas de natureza penal no país -- A injustiça do trabalho é o outro extremo da jurisdição, detendo apenas competência cível) é competente para expedir mandados de busca e apreensão de bens objetos de crime militar, como as armas.
Um pequeno problema que aparece é a extensão do mandado que permitiu aos soldados tomarem conta de diversas comunidades carentes (ÚÙ, é favelão,ÚÙ, é favelão) ao mesmo tempo. Outro é a possibilidade de generais (ou coronéis, ou capitães, tanto faz) restringirem a execução do mandado, como fizeram nos últimos dias de busca aos armamentos, que obviamente não se sustenta no direito.
OU o mandado judicial, motivo válido para a suspensão temporária do direito de ir e vir dos cidadãos, ampara a operação asfixia e o desrespeito é a restrição do mandado na operação mobilidade (nomes legais de operação só mesmo com a PF!! Os Delegados devem ter aulas de marketing no curso de formação) OU (maiúsculas de propósito) o mandado apenas autoriza operações tópicas, caso em que a asfixia no tráfico (que eu saiba o tráfico não morreu) é que representa o abuso.
Se a decisão judicial autoriza as duas operações, é esta que abusa de qualquer boa vontade.

Eu até resgatei meu CPPM da casa da mamma, mas não tô com saco de pegá-lo.
Dia desses eu abordo a questão do crime militar, que é muito legal.

Mestrado

Deu para passar?
Não, passei na primeira prova sem dar e ainda falta uma pá de coisa. Entrevista, análise do projeto, prova de inglês.
Se meu inglês fosse macarrônico estaria muito bom!!!
The table is on the book tem um significado maior: significa que só saberemos o porquê da mesa ao apropriamo-nos do conhecimento que o livro nos transfere, possibilitando o renascimento da mesa, agora instrumentalizada para o homem.
Humanista eu, não?
Reduzindo o exterior à medida do homem, decretando que as coisas só tem serventia se servirem ao fim último de tudo: a humanidade.
Ou seria eu um idealista? Criando e recriando o mundo, que não existe, a partir das minhas concepções e sensações?
Acho mais provável a razão estar com meus tios (chato para caralho) ou então com os perssoal da faculdade (um grandessíssimo filho da puta).
Vou dar a atenção que isto merece, isto é, moderada.
A foda é que tudo está acontecendo agora. Tudo mesmo.

Como eu prometi num bost* anterior, paguei a globo.com e vou trazer os arquivos antigos desta bodega.
Se tudo der certo, obviamente.
*(é bost mesmo, ninguém vem nesta merda!!!)

12.3.06

Um pequeno sumiço

Coisa de uma semana, só o resto de férias.
Teve a prova de mestrado, falando da condição epistêmica (lá ia eu escrever epidêmica).
Eu acho que deu.
A conferir amanhã.
Teve o oscar, onde aquele filme dos caubois gays estava fazendo alarde, o segredo de brokeback mountain.
Afinal de contas, não é segredo para ninguém que ou o cara é homem ou ele vai lá para a montanha de quebra traseiro. Com ou sem preconceito, devemos reconhecer que quem tem o traseiro mais quebrado são os homossexuais masculinos mesmo.
Falar de direito?
Hoje, só depois de amanhã.
Inté.

4.3.06

Sumiço

Pois bem, fiquei sumido daqui quase uma semana.
Fiquei dormindo no carnaval e aprovetei o resto da semana de cinzas (quarta
de cinzas, quinta de cinzas e sexta de cinzas) para ir à Sampa.

Como sempre, gostei muito!
Fomos à Sé (não deu para ver nada), à Liberdade (inacreditável: as lojas lá
só abrem às 09:30 da manhã!!!), à Santa efigênia (show de bola, com preços
bem competitivos e variedade enlouquecedora), à 25 de março (muito melhor,
porque agora gastamos um dia inteiro lá.)
As meninas ainda foram na Rua josé Paulino, onde disseram que a roupa é
baratíssima.
Vamos fechar as dicas, até para não esquecer:
§§§ Liberdade: saltar na estação liberdade do metrô (ô diquinha óbvia) e
procurar bastante o que se quer;
§§§ Santa efigênia: saltar na estação luz e usar a saída washington luis.
Seguir direto a washington luis até a própria santa efigênia (eu não fiz
isso, dei uma volta de quase dois km, mas na volta achei que dava para ter
feito isso). O engraçado é a variedade. Procurando com afinco, dá para achar
tudo.
§§§ 25 de março: saltar na estação São bento, descer pela ladeira porto
geral e pronto, estamos na 25 de março. A própria 25 é mais de lojas de
roupas, então sobram de materiais eletrônicos as ruas mais próximas do
mercado municipal, especialmente a barão de duprat, onde estão o shopping 25
de março (alguém falou em chong?), a galeria pagé (o nome é com 'g' mesmo,
não escrevi errado) e o mercado oriental, com muitos estandes legais de
eletrônicos com preços muito, mas muito mais baratos que os da sta.
Efigênia.
O problema é que a variedade é baixíssima, assim o que você não achar na 25
vai ter que comprar na efigênia e o que você achar, vai economizar de 20 a
35% em relação à sta.
Para comer, o roteiro foi muito simples: liberdade, num japa a quilo; bela
vista, num italiano com galo empenado (um cabrito de babar na camisa, de
comer ajoelhado pedindo perdão) e mercado municipal, num estande exclusivo
de sanduíche de mortadela (é R$ 6,00 o mais barato, mas vale por uma
refeição - de 200 a 250 gr de mortadela - espetáculo), mas tem que ser o
quiosque certo.
Foi isso.
Não deu para estudar, mas foi show!

24.2.06

O Carnaval vem aí!

E daí?
Um homem casado aproveita para estudar.
Assim, talvez teremos novidades nos próximos dias.